É sempre um desafio escrever reviews de jogos que marcam meu imaginário gamer. Por muito tempo tive o primeiro NIOH sendo um dos meus ‘souls like’ favoritos, a forma como o jogo te deixa livre para montar uma centena de builds, cada uma com pequenas alterações entre um milhão de mecânicas, é simplesmente viciante.
NIOH 2 nos traz muito dessa variedade e nos mostra que o estilo de RPG da Team Ninja pode ser mais variado e entrega uma continuação justa!

É então que chegamos em NIOH 3. Um título que parecia muito promissor em suas campanhas de lançamento e já tinha me pegado ali, e foi jogando ele que pude perceber o quanto a fórmula se sobressai aqui no novo formato de mundo.
NIOH 3 continua os acontecimentos de NIOH 1.
Com o fim dos conflitos no primeiro jogo, estamos agora acompanhando os netos de Tokugawa Ieyasu em um conflito por poder.
Nosso protagonista, Tokugawa Takechiyo, é mais um desses humanos raros que conseguem ver espíritos guardiões e compartilha das suas habilidades para sair vivo de uma emboscada criada pelo próprio irmão mais novo, Tokugawa Kunimatsu.

A trama gira em torno de um golpe tramado por nosso irmão e nossa tentativa constante de impedi-lo. Logo no início do jogo vamos ser derrotados, e é nesse momento que nosso espírito guardião consegue nos salvar, nos levando para uma viagem através das inúmeras eras do Japão Antigo.
Fazendo assim nossa caminhada não ser apenas em um período específico de algum xogunato, mas em vários locais e períodos históricos diferentes.
Uma história que pode parecer interessante a primeiro momento, mas que sofre com o ritmo lento de alguns trechos!
O mundo aberto em NIOH 3 é MUITO BOM!
Pelo formato do jogo agora se tratar de um mundo aberto, temos uma maior liberdade tanto na criação das builds quanto na abordagem que podemos fazer no combate.
O mapa, no geral, tem regiões muito bem criadas, cada uma com seus tipos característicos de inimigos, com suas áreas secretas e inúmeros colecionáveis que liberam habilidades para nosso protagonista. Um mapa que dá vontade de descobrir os segredos, com algumas atividades secundárias como chefes opcionais e missões extras. O jogo garante que sua exploração vai ser recompensada com ainda mais XP e itens para sua criação de classe.
Jogando, eu pude ver como o mapa foi pensado para não ser difícil de entendê-lo. Mesmo gostando muito do resultado em Elden Ring, eu não posso deixar de falar o quanto acho confuso entender o mapa pela falta de informações básicas! Aqui em NIOH temos algo que consegue ir além do padrão FromSoftware, mas não chega no padrão Ubisoft de poluição de tela e informações mostradas em mapas.
O combate se expande mais e mais, e ainda mais!
Como é de conhecimento geral, agora temos dois personagens para jogar, ou melhor, duas posturas para jogar! São elas: postura NINJA e SAMURAI, cada uma com suas armas únicas, armaduras e peças de equipamentos únicas e habilidades exclusivas. Claro que alguns itens e escolhas de upgrade serão compartilhados, mas de forma ampla, sua administração de personagem agora ganha mais uma camada.

Ainda falando das posturas, temos que lembrar que a forma de Samurai conta com as tradicionais mudanças de postura das armas. Dessa forma, cada personagem agora conta com um nível de detalhe que era colocado nos outros NIOH, deixando novamente seu leque de oportunidades ainda maior.
De maneira clara e objetiva, NIOH 3 é uma chuva de mecânicas e customizações para que cada jogador crie e continue melhorando seus personagens a níveis quase infinitos. São telas e mais telas de opções de combate, magias e comandos que podemos fazer com as inúmeras armas.
Algo nesse nível em um souls like chega até a ser obsceno. Uma coisa é montar builds focadas em força ou magia, mas agora as opções de combate são tão únicas e ramificadas que podemos zerar o jogo todo sem nem arranhar a superfície das habilidades da arma que usamos durante toda a campanha!

Variedade em armas, desafios na exploração.
E com uma montanha de mecânicas, é claro que teríamos uma montanha de desafios para passar. Os chefes em NIOH seguem sua crescente de dificuldade e apelação conforme vamos avançando na história e progredindo nas regiões.
Como o formato de mundo agora deixa ainda mais claro o que podemos fazer para melhorar nosso protagonista, agora tudo de que você depende para ficar mais forte é sua vontade de explorar secundárias e fazer os pergaminhos de batalha.

NIOH 3 te entrega a dificuldade perfeita para o tempo que decidir melhorar suas estatísticas, desde builds a movimentos novos para alguma arma. Tudo se reflete na sua vontade de evoluir no jogo, suas ações vão te dar pontos para upgrades passivos e ativos que vão fazer seu personagem se transformar no pior inimigo do jogo.
Melhor com amigos, mas só em missões!
A conexão com outros jogadores do mundo continua presente em NIOH 3, mas agora com a limitação de poder chamar algum amiguinho apenas durante as áreas das missões, dando assim uma bela oportunidade de explorar o mundo e sentir na pele a dificuldade, mas também poder se divertir em trechos mais hardcore da campanha.

Terceiro jogo com saBOR de jogo novo!
Infelizmente não podemos ignorar as inúmeras reutilizações que existem em NIOH 3, seja de inimigos ou armas e seus movimentos.
Por mais que exista, sim, um avanço em relação ao que NIOH já tinha nos entregado, ainda temos a mesma fórmula misturada com outras ideias da própria Team Ninja. Claro que nada que vai incomodar jogadores novatos e fãs antigos, pois o jogo continua com seu charme único.

Porém, como estamos falando de um jogo vendido a preço cheio, é importante deixar claro que, se sua vontade é ingressar na franquia, talvez uma conferida nos jogos anteriores seja uma melhor ideia do que ir de cabeça nesse lançamento.
Assim, entendendo melhor o que o título vai te oferecer, já que temos ainda, sim, a mesma experiência de NIOH 1 e 2.
Agradecemos os amigos da Koei Tecmo que gentilmente nos enviaram uma cópia de PlayStation 5 para a criação deste review.
NIOH 3 está disponível para PlayStation 5 e PCs via Steam.













