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Review: Metal Gear Solid Master Collection Vol. 2 traz a melhor época para ser fã da franquia

Metal Gear Solid Master Collection Volume 2 - Review de Jogos
Metal Gear Solid 4 e Peace Walker chegam remasterizados com 4K, 60 fps estáveis e localização completa em português do Brasil
Disponível para:
Playstation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2, PC
Review escrito por:
kingLuc45

Metal Gear Solid está de volta com a segunda coleção de jogos remasterizados para a geração atual, trazendo Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e Metal Gear Solid: Peace Walker. Finalmente esses dois jogos, tão importantes para o início e a conclusão da franquia, podem ser apreciados fora dos consoles onde estavam presos, dando um frescor para que novos jogadores aproveitem cem por cento de tudo o que essa grande série pode apresentar.

Gráficos em alta definição sem arriscar tanto

Essa coleção traz um remanejo nos gráficos dos dois jogos, que fazem parte da mesma geração de consoles, um de mesa e um portátil. Em sua grande maioria, ambos sofriam na versão original com baixa resolução, serrilhado e falta de definição em certas superfícies, fazendo com que até algumas cinemáticas não fossem projetadas como o diretor pensou.

Nesta coleção, tudo isso foi resolvido, com suporte a resoluções altas, em 4K, e textos que antes não era possível ler, agora legíveis até na roupa do personagem. A exceção é o Peace Walker, onde as texturas continuam próximas da versão da coletânea de PS3, com a maioria dos cartazes e letras ainda em baixa resolução. O lado bom é que as animações em estilo quadrinhos foram bem trabalhadas e agora estão em alta definição, permitindo desfrutar melhor das artes incríveis que elas possuem.

A falta de escolha de filtros de imagem deixa a desejar, pois certos filtros ajudam para que a definição não se sobressaia. Deveria haver mais opções gráficas, dando ao jogador a escolha do modo em que quer jogar, como foi feito no recente Metal Gear Delta, em que o jogador escolhe entre a imagem original ou a reimaginada.

Boa otimização, porém a falta de opções gráficas deixa a desejar

Como dito antes, os jogos trazem resoluções muito boas nas opções gráficas, porém faltaram opções atuais de anti-aliasing, como DLSS ou FSR. Nos dois jogos ficamos com no máximo o FXAA, uma tecnologia muito antiga, da época em que eles foram lançados originalmente. Faltou também um framerate acima dos 60 frames: deveria haver a opção de 120 fps e suporte a telas widescreen.

O bom é que, mesmo sem essas opções, o jogo roda muito bem, sem quedas de frames. Nos consoles originais essa era a maior falha, que atrapalhava consideravelmente a gameplay, com quedas que podiam chegar a menos de 20 frames. Aqui é sempre estável a 60 frames, fazendo com que a jogatina seja fluida do começo ao fim.

Minha crítica fica só para a versão de Switch, que roda a 30 frames tanto no dock quanto no modo portátil, onde claramente teria como rodar a 60, pelo menos no modo portátil.

Controles atualizados e bem fáceis de customizar

Como uma série que sempre foi pensada para console quase a vida toda, é muito bem-vindo que os dois jogos tenham vindo com acessibilidade total de controles para mouse e teclado, permitindo ao jogador customizar as teclas que mais lhe convêm. A HUD também é personalizada de acordo com os botões, com suporte a mouse e teclado ou a qualquer controle de Xbox ou PS que você possua, deixando a jogatina muito mais fluida.

A mira funciona muito bem com o mouse, e a navegação nos menus pelo teclado também é ótima. Claramente foi um aprendizado bem-sucedido do Metal Gear Delta, onde a customização para PC foi incrível. Antes, a série sempre sofreu com controles decentes nessa versão; hoje, brilha, mostrando que Metal Gear funciona muito bem onde o jogador quiser jogar.

Totalmente em português do Brasil

Quando essa coletânea foi anunciada, nosso idioma não estava incluso, e isso foi um choque, pois a comunidade brasileira de Metal Gear é muito grande. Por ser uma série em que a história é muito importante, e com o Metal Gear Solid 4 tendo cinemáticas bem longas, a ausência de localização seria inaceitável, já que os dois jogos são extremamente importantes para o entendimento e a conclusão da história.

Vendo isso, a comunidade brasileira fez um apelo em massa à Konami, comentando em cada post que a empresa publicava nas redes sociais. O barulho mudou a visão da Konami, que anunciou a inclusão do português do Brasil na coletânea, fazendo com que a comunidade fosse ouvida e mais pessoas pudessem curtir os jogos. E posso afirmar com toda certeza que isso deu muito certo: a localização ficou muito boa, e a história é acompanhada sem perda nenhuma.

Considerações finais sobre Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2

Nunca existiu melhor época para ser fã da franquia Metal Gear, seja você um jogador antigo ou novo. Agora a franquia se encontra completa, com um exímio carinho, trazendo gráficos atualizados e localização para o nosso idioma. Toda a série pode ser desfrutada independente da plataforma ou do controle de escolha, pois o jogo sempre se adapta, trazendo customização e otimização para cada ocasião.

Eu recomendo muito a Coletânea 2 e estou à espera de mais coletâneas, pois ainda temos muitos jogos dessa grande franquia que merecem ser conhecidos por mais jogadores e rejogados pelos antigos.

Agradecemos os amigos da Konami que gentilmente nos enviaram uma cópia de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 para a criação deste review.

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Disponível para:

Playstation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2, PC

Versão do jogo que jogamos:

PC
O jogo possui legendas em Português mas não é dublado.

Pontos Positivos

  • Gráficos remasterizados
  • Controles otimizados
  • Localização em PT-BR

Pontos Negativos

  • Poucas opções gráficas
Review escrito por:
kingLuc45

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