Review

Review – Onimusha: Way of the Sword traz Um Retorno Brilhante

Onimusha Way of the Sword - Review de Jogos
A Capcom ressuscita a série com Musashi, combate viciante e chefes de tirar o fôlego, sem cair na tentação do Soulslike.
Disponível para:
Playstation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2, PC
Review escrito por:
Danilo Manzato

Depois de muitos anos sem nenhum lançamento, Onimusha: Way of the Sword traz a série que fez sucesso na era do PlayStation 2 de volta com um protagonista novo e uma história totalmente nova. E a qualidade do jogo reflete o momento espetacular da Capcom, que em 2026 já tinha entregado Resident Evil Requiem e Pragmata.

Minha relação com a franquia nunca foi das mais marcantes. Joguei os clássicos, inclusive o segundo, que ganhou uma versão remasterizada em 2025, e eram jogos divertidos para a época, mas não me pegam pela nostalgia. Justamente por isso, Onimusha: Way of the Sword surpreende. Anos de espera e uma Capcom mais sólida com sua engine, sabendo como trabalhar suas franquias e o que o público espera, resultaram em um retorno que faz sentido tanto para os fãs antigos quanto para quem chega agora.

História: um samurai, uma manopla e muitos mistérios

Controlamos o lendário samurai Miyamoto Musashi, que busca se tornar um guerreiro mais forte seguindo o caminho da espada. Só que o destino apronta, e ele acaba morto. Ao chegar às portas do inferno, um homem misterioso entrega a Musashi uma manopla e o traz de volta à vida.

Musashi em Onimusha: Way of the Sword

A manopla é o que o mantém vivo, então não dá para tirá-la. Dentro dela vive a alma de uma mulher que se fortalece conforme derrotamos demônios, e que consegue se projetar, conversar e guiar o samurai em seu novo destino.

A premissa começa simples, mas o desenrolar vai deixando a gente cada vez mais intrigado. Quem é essa mulher que agora vive na mão de Musashi? Quem é o estranho senhor das portas do inferno? E qual era o objetivo dele? Tudo isso é acompanhado por um elenco pequeno, mas carismático, com histórias e objetivos que de certa forma acabam se cruzando.

Musashi é um dos protagonistas mais interessantes dos últimos tempos

Musashi consegue ser engraçado e sério com o próprio destino na medida certa. É aquele protagonista típico de anime ou quadrinhos, que dosa o humor quando tudo parece dar errado e sabe ficar sério quando a luta é pela vida dele ou de seus amigos. Nada é levado a sério demais, mas nada é bobo demais, e esse equilíbrio funciona muito bem.

Combate: viciante, livre e sem fórmula Soulslike

Um dos meus maiores receios era que a Capcom, ao explorar a série em um novo formato, caísse na tentação de fazer um Soulslike. Felizmente, ela não seguiu por esse caminho. E olha que eu gosto do gênero, é um dos meus favoritos, mas ele virou um atalho para o sucesso e trouxe uma enxurrada de jogos medíocres.

O sistema de batalha de Onimusha: Way of the Sword é, sem sombra de dúvidas, o grande destaque. Musashi tem ataques rápidos, ataques fortes (e um pouco mais lentos), esquivas e defesas. Tudo funciona quase como uma dança enquanto enfrentamos hordas de inimigos pelos cenários.

A liberdade está em jogar do jeito que for mais confortável para você. Defender na hora certa, por exemplo, reduz a barra de ataque do inimigo, e quando ela zera ele fica exposto a receber um dano maior, algo bem parecido com o que acontece em Sekiro.

A manopla é peça-chave nas batalhas

A manopla de Musashi em Onimusha: Way of the Sword

Os inimigos soltam almas que recuperam vida ou rendem pontos de experiência para comprar habilidades, que deixam o jogo mais fluido e divertido. Há ainda pontos que permitem executar golpes especiais contra os inimigos.

Chefes: onde o jogo realmente brilha

A variedade de inimigos comuns não é enorme, mas eles ficam notavelmente mais fortes ao longo da aventura. Entender o movimento de cada um é o caminho para avançar sem grandes dificuldades.

É nos chefes, porém, que Onimusha: Way of the Sword mostra a que veio. Todos, sem exceção, são interessantes de enfrentar. As lutas são verdadeiras danças que exigem atenção a cada movimento e reação rápida, seja esquivando, defendendo ou aparando. Um erro e a punição é grande.

Subchefe em Onimusha: Way of the Sword

Já os subchefes, que costumam aparecer em áreas dominadas por hordas e só liberam o caminho quando derrotados, são repetitivos. As primeiras lutas têm certo nível de dificuldade, mas depois viram mais do mesmo.

Exploração e missões secundárias

O jogo trabalha com pequenas áreas de mundo aberto. Existe um grande mapa principal, onde ficam a história e os NPCs, e conforme avançamos novas regiões são liberadas. O mapa principal é mais aberto, enquanto os mapas das missões principais são um pouco mais lineares.

Cabe a você decidir como explorar: dá para passear pelo mapa principal, encontrar NPCs e fazer tarefas secundárias, ou seguir direto para as missões da história. Essa escolha impacta a dificuldade, já que Musashi pode chegar mais fraco às batalhas importantes. Mas quem se adaptar bem ao sistema de parry não terá problemas.

Onimusha: Way of the Sword

As sidequests comuns são o elo mais fraco do jogo. Na prática, você vai até um local, mata uma série de inimigos e pronto. Servem para ficar mais forte, mas não acrescentam nada à história nem ao universo de Onimusha. A exceção são as missões de uma NPC específica, que entregam histórias secundárias mais interessantes.

Gráficos e trilha sonora

A direção de arte é linda e mostra como a Capcom se sente mais confortável com sua engine a cada ano. O jogo não tem cara de Resident Evil e, mesmo assim, entrega um visual impressionante, incluindo as expressões faciais dos personagens. Os cenários não são grandiosos, mas são ricos em detalhes e cada um tem características próprias.

A trilha sonora segue o excelente trabalho, e os efeitos sonoros são fundamentais nas batalhas, ajudando a tomar decisões a cada confronto.

Vale a pena jogar Onimusha: Way of the Sword

Onimusha: Way of the Sword é, sem dúvida, um dos melhores jogos de 2026, com diversão, desafio, duração, gráficos e trilha sonora em perfeito equilíbrio. A Capcom vem acertando muito nos últimos anos e fecha seu calendário com talvez o melhor jogo que lançou no ano.

Ele nem estava no meu radar, mas o histórico da empresa chamou minha atenção e o jogo entrou direto para a minha lista de favoritos do ano. É equilibrado e dá aquela vontade de continuar jogando e evoluindo na história.

Vale a pena jogar Onimusha: Way of the Sword?

Minha única crítica é a parte final, que se estende um pouco, com a repetição de chefes já derrotados. Isso me pareceu desnecessário e consumiu algumas horas a mais do que deveria. Tirando esse detalhe, o jogo é irretocável. E ainda aponta para um futuro promissor: Onimusha tem potencial para se tornar uma nova grande franquia da Capcom, com lançamentos em intervalos menores, como Resident Evil e Monster Hunter.

Agradecemos os amigos da CAPCOM por nos enviar uma cópia de Onimusha: Way of the Sword de PlayStation 5 para a criação deste review.

Onimusha: Way of the Sword está disponível para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PCs.

Compre Onimusha: Way of the Sword

Conheça também estes jogos

Sem spoilers para Onimusha: Way of the Sword.

Review – Onimusha: Way of the Sword traz Um Retorno Brilhante

Disponível para:

Playstation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch 2, PC

Versão do jogo que jogamos:

Playstation 5
O jogo é dublado e legendado em Português.

Pontos Positivos

  • Combate viciante, com muita liberdade e parry satisfatório
  • Musashi, um protagonista carismático que equilibra humor e seriedade
  • Visual impressionante, com ótimas expressões faciais
  • Não cai na armadilha do Soulslike

Pontos Negativos

  • Sidequests comuns repetitivas e dispensáveis
  • Parte final se estende, com repetição de chefes já derrotados
  • Pouca variedade de inimigos comuns
Review escrito por:
Danilo Manzato

Últimos Reviews

Veja também